terça-feira, 12 de agosto de 2008

Tô ficando cabadin!














Uma mulher teve seu corpo abduzido esta noite. Ela estava passeando tranquilamente, na esquina da Dom Romualdo de Seixas com a Jerônimo Pimentel, quando um grupo de microbiologistas sanguinários avançaram em cima de seu corpo, de forma feroz, como um rebanho possuído pelas regras do jogo. Foram se deslocando numa velocidade impressionante pela cidade, até chegar no cemitério Max Domini. Mas a última homenagem não foi a melhor. O corpo da pobre mulher foi arremessado como um pedaço de carne seca no cemitério. Quando finalmente voltou a si, viu que praticamente não tinha se machucado, graças às suas incríveis habilidades concebidas nas práticas de Jiu-Jitsu. Procurou manter a calma. Se levantou. E viu que uma multidão se aproximava.

-Quem são vocês?
-Nós somos os marinheiros da Praça Brasil!
-O que vocês vieram fazer aqui?
-Viemos combater!
-Combatam, então, que eu quero ver!

Muita coragem para uma única mulher, não é mesmo? Pois continue lendo, porque o clímax dessa história ainda está por vir. Depois da provocação ousada de nossa heroína, os marinheiros puseram-se a realizar um ritual de dança marítima. Era algo como um axé, ou um funk, um tanto quanto pornográfico. Todos dançavam, se insinuando para ela, com passos cuidadosos de um lado para o outro, enquanto cantavam:

-Cabadin, cabadin, cabadin, cabadin, cabadin...

Mas ela foi destemida. Com muita coragem, não baixou a cabeça e resolveu enfrentar cada um ali. Sentia que, no fundo, não estava sozinha. Podia até ouvir vozes de estímulo e de fervor de seus amigos que já haviam passado dessa para uma melhor. Então, avançou no terreno inimigo, e os exterminou, um por um, até vencer o grande jogo, e se mostrar uma mulher de fibra. Uma verdadeira lenda urbana. Ficou tão excitada com isso, que pulou em cima do Rafael e rasgou toda a camisa dele

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