
Peguei o barco andando. Um barquinho de papel, solitário, no oceano... Corri atrás do barco. Andei sobre as águas. Surfei em pêlos brancos, em nove ondas seculares, vi a lua, e por ela me apaixonei. Mergulhei com toda a dignidade de cada gota de saliva, no cangote de uma gueixa, e deixei meus lábios se esbranquecerem de pó de arroz. Tirei um corte de seu cetim, costurei mil kimonos e dancei junto com quilômetros de tecidos de todas as estampas em branco e vermelho.
Aí eu entrei no barco.
E vi que as equipes já estavam formadas. O meu corpo estava mais desengonçado do que nunca. O equilíbrio passava longe. Não conseguia parar de pensar, caramba, chega logo na terra firme!
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