
As costureiras fiavam, fiavam, e nada de o tecido sair bom. As cores eram boas, as linhas eram ótimas, mas não havia harmonia! Em um momento, a gostura era em cetim, e no outro, em TNT! Cansadas dessa enrolação, elas começaram a puxar tiras imensas desse tecido. A missão era muito simples: a costura seria humana. As linhas apontavam os caminhos, e as pessoas teriam que percorrê-los, por bem ou por mal, lutando contra a gravidade e a falta de equilíbrio. Quando dei por mim, havia uma sandália na minha mão, e eu a batia violentamente no chão. Uma voz dentro de mim dizia "Mas Haroldo! Por que fazes isso? Por que tamanha violência?" E a cada tapa, eu respondia "Isso é arte, meu irmão, isso é arte."
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