quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Que onda, que festa de arromba

Quem diria, não é mesmo? Quem diria, que um dia encerraríamos isso aqui com pontos finais de gotas de sangue. Muitos diriam desnecessário. Outros diriam que foi bom isso ter acontecido agora, e não depois. Enfim, o que aconteceu é que o ser humano mostrou toda a sua potencialidade de provocar o absurdo, e de mexer com outros seres humanos. Mostrou que é desumano, pois espera que alguém que é gente comporte-se como máquina. Acabou sendo o mais humano dos seres: aquele que é capaz de causar a catástrofe, com incrível poder de destruição, capaz de estragar simplesmente tudo! Quer algo mais humano que isso?

-Escuta aqui, amiguinha. Está vendo aquela moça ali? Vá até lá, e ponha o pé na cadeira dela!

-Mas por que eu deveria fazer isso, meu Deus?

-Não conteste, apenas obedeça! Você não enxerga? Essa mulher é uma crápula, farsante, infame, e merece tudo de mal. Daqui até o final disso tudo, estragaremos sua vida!

-Sim senhora! De pleno acordo. Vamos formar um grande complô contra esse ser, e sabotá-lo até o seu último momento aqui!

-HAAAHAHAHAHAHAHAAAA










Encerro essa página branca com uma lágrima, uma gota vermelha, que antes de chegar em meus olhos, passou por maus bocados nos meus tecidos viscerais. Uma amostra de mim, que me tem acompanhado por muito tempo, carregando consigo minhas consequências genéticas e imunológicas. Uma gota, que se deixa absorver pelo papel, para mostrar o quanto, nesses dois meses, fui víscera, suor e espírito.

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